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A Rivalidade nos Corredores da Igreja

  • 20 de mar.
  • 2 min de leitura

A rivalidade é o sintoma de um coração que deixou de adorar a Deus para se adorar a si próprio e muitas vezes escondemos a competição sob a capa do zelo espiritual mas no fundo estamos a lutar por um lugar de destaque que nunca nos pertenceu.


Quando o ministério do outro cresce e o nosso parece estagnar sentimos uma picada de amargura porque transformámos o serviço ao Senhor numa corrida de mérito humano.


A rivalidade nasce quando esquecemos que somos membros de um só corpo e que a vitória de uma mão é a vitória de todo o corpo incluindo a nossa Paulo alerta-nos com clareza nos capitulos 2 e 3 na carta aos Filipenses nada façais por contenda ou por vanglória mas por humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo.

O perigo da rivalidade é subtil mas devastador porque transforma irmãos em concorrentes e a igreja num mercado de influências.

Quando comparamos os nossos dons com os dos outros estamos na prática a questionar a sabedoria de Deus que distribui a cada um conforme a Sua vontade Se o meu irmão recebeu um talento que eu não tenho isso não é um erro de Deus é um convite à humildade ao serviço mútuo e à dependência do corpo A rivalidade silenciosa cria divisões invisíveis onde celebramos quedas e lamentamos sucessos alheios mas o evangelho chama-nos a outro caminho como lemos em Gálatas 5 26 não sejamos cobiçosos de vanglórias irritando-nos uns aos outros invejando-nos uns aos outros.

Não foste chamado a brilhar mais do que os outros, mas a refletir Cristo melhor do que ontem.

A cura para a rivalidade encontra-se na cruz de Cristo onde todos fomos humilhados e todos fomos exaltados pela Graça e nunca pelo mérito.

Se o meu valor está no facto de ser amado por Deus já não preciso de provar que sou melhor do que ninguém.

A cruz mata o desejo de grandeza humana porque revela que o maior de todos se fez servo de todos Ao olharmos para Cristo percebemos que a nossa glória não está em sermos conhecidos pelos homens mas em sermos conhecidos por Ele.

Como Paulo escreveu em I Coríntios 12 26 de maneira que se um membro padece todos os membros padecem com ele e se um membro é honrado todos os membros se regozijam com ele.


Viver sem rivalidade é descansar na soberania de Deus, que sabe exactamente onde nos colocou e porquê. Quando o coração está satisfeito em Cristo, a nossa

maior alegria deixa de ser sermos os primeiros e passa a ser ver o nome de Jesus exaltado, através de quem quer que Ele escolha usar.


A rivalidade morre quando a nossa identidade está na filiação, e não na performance. Deixamos de lutar por espaço e passamos a lutar pela santidade uns dos outros, transformando os corredores da igreja em espaços de encorajamento verdadeiro.

A rivalidade morre no coração que já encontrou o seu valor em Cristo

 
 
 

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